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Mulher fazendo pausa consciente no trabalho, respirando de olhos fechados em escritório acolhedor em estilo aquarela suave.
Às vezes, tudo o que o corpo precisa é de alguns segundos de pausa para respirar e voltar a si.
✦ Escritos em Voz
A Necessidade da Pausa nos Tempos de Hoje

Você já parou para perceber que o seu corpo pede pausa — e você simplesmente ignora?

Eu era assim. As pessoas me diziam que eu andava no “220”, e era verdade. Havia uma necessidade muito real em mim de mostrar que era capaz, que era necessária. Mas o corpo não mente, e ele cobrou essa conta de formas que ignorei por muito tempo.

O “Chip” da Produtividade e o Alerta do Corpo

O que acontece é que eu vivia quebrando ou torcendo o pé, ou adoecia — uma gripe aqui, uma dor ali. Hoje tenho a clareza de que tudo isso acontecia para me fazer parar. Era assim em tudo: quando arrumava a casa, quando fazia crochê (que eu amava quando mais jovem), quando estudava na biblioteca o dia inteiro, convicta de que se eu parasse perderia o fio do raciocínio. No trabalho era igual, com medo de perder o foco e não conseguir retomar.

O mundo e a modernidade parecem ter instalado um “chip” dentro da gente. Um chip que diz: produz, produz, produz. Faz, faz, faz. E muitas vezes não paramos sequer para nos sentir.

Conheci uma pessoa no meu antigo trabalho que, segundo o médico, se demorasse mais cinco minutos para chegar ao hospital, teria morrido. Quando perguntei o que havia sentido antes, ela respondeu: “Ah, uma dorzinha, uma coisa assim… mas eu tinha que trabalhar.” Ela tinha um cargo de chefia, gerenciava pessoas, tinha filhos. No final, precisou de uma cirurgia às pressas.

Isso me faz pensar: será que não podemos nos programar para sentir? Para olhar o céu, notar as nuvens, sentir a brisa?

O que a Ciência Diz sobre a Importância de Pausar

Hoje já existem estudos científicos que comprovam: pausar é necessário, e o cérebro agradece. Com a pausa, você produz mais, tem mais criatividade e aprende com mais profundidade.

Não é por acaso que grandes empresas como Google e Microsoft criam espaços de descanso para seus funcionários — elas sabem que isso gera mais criatividade e produtividade real.

Lembro-me de quando trabalhava na Secretaria de Educação e assisti a uma palestra que fez muito sentido para mim, de uma neuroeducadora que falava sobre a importância das pausas no aprendizado das crianças. A cada 15 minutos de atividade, 6 minutos de descanso — com música, brincadeiras lúdicas ou atenção plena. O resultado? Aumento da neuroplasticidade e do desenvolvimento pedagógico. Pouco foi aplicado, mas a máxima é clara: para propor algo ao outro, precisamos primeiro aplicar em nós mesmos.

O neurocientista Marcus Raichle pesquisa exatamente isso: a Default Mode Network (DMN), ou Modo Padrão do Cérebro — a rede que se ativa justamente quando paramos. É nesse estado que o cérebro consolida aprendizados, processa emoções e gera insights criativos.

David R. Hawkins fala sobre como o nosso corpo conversa conosco o tempo todo. Segundo ele, quando desenvolvemos uma doença, é porque não estamos escutando esse diálogo. Em pleno 2026, com tanto estudo disponível, isso ainda acontece com frequência impressionante.

A Pausa Através da Espiritualidade

Podemos olhar para isso também pelo prisma das religiões e da oração. Quando nos aquietamos e oramos com verdade, aquele momento se torna atenção plena de verdade. Mas se estamos aflitas e aceleradas, a oração vira apenas palavras ao vento — porque não nos damos a oportunidade de escutar.

Além de ouvir o próprio corpo, o ato de pausar é o que nos permite escutar o que o Universo, Deus, Jeová — o nome que você preferir — tem a nos dizer. É a partir do nosso pausar que o divino nos escuta e fala conosco.

O Programa Sentir para Entender

É com essa perspectiva que lanço o programa Sentir para Entender. Compreendo que, antes de sentir para entender, precisamos pausar — perceber como o corpo está, mas sem julgamento, sem nomear. Apenas sentir.

Quando estiver muito ansiosa, sinta o coração batendo e comece a visualizá-lo diminuindo os batimentos. Sinta o local onde está apoiada: o colchão, o chão, o vento chegando ao rosto. Sinta os sons ao seu redor — o cachorro que late, uma música que toca…

Muitas vezes ficamos escutando o mundo lá fora, mas não prestamos atenção no nosso próprio corpo. Eu mesma estava ouvindo notícias sobre inteligência artificial enquanto arrumava o armário — e aquilo me sobrecarregou. A gente fica muito desconectada de nós mesmas.

Foi então que resolvi esticar o tapetinho de ioga no chão. Porque o meu corpo pediu por isso.

Aprendi vivenciando, dentro de mim, a partir das necessidades do meu corpo, do meu pensar e do meu agir — e isso me proporcionou a clareza de quem quero ser e para onde quero ir.

E se você trabalha o dia todo e pensa ‘eu não tenho tempo para pausar’ — eu entendo. Mas você não precisa de tapete de ioga nem de silêncio perfeito. Cinco minutos a cada meia hora de trabalho — só para respirar, tomar uma água, olhar pela janela — já reorganiza o cérebro, reduz a ansiedade e te faz produzir mais na próxima meia hora. A ciência confirma. Seu corpo já sabia.

A mensagem que quero trazer é esta:

Parar, sentir e, só então, colocar o cérebro para funcionar.

Preocupação vs. Precaução: uma Distinção que Muda Tudo

Tente compreender o que está acontecendo com você. Se aparece uma dor de cabeça, pergunte-se o motivo. Ao pausar para dormir ou descansar, você dá ao corpo o espaço de que ele precisa para se reorganizar.

Muitas vezes nos desgastamos com a preocupação — e o que é estar preocupada? É ocupar-se com algo que ainda não aconteceu.

Ser precavida é diferente. Nosso cérebro entende riscos reais. Se uma criança brinca com um copo de vidro, você age com carinho: “Coloca esse copo aqui para mim, por favor.” Isso é precaução.

Já a preocupação surge quando sofremos por coisas que nem dependem de nós. Pense na mãe que se desespera quando o filho adulto quer sair de casa. Mas será que já conversaram abertamente sobre isso? Às vezes, esse é exatamente o momento ideal para ele partir, aprender, crescer.

Nessas horas, precisamos nos perguntar com honestidade:

  • Será que eu quero ele por perto por uma carência minha?
  • Será que estou querendo prendê-lo por medo de viver sozinha?

Essas respostas só chegam quando pausamos. Só se revelam no silêncio.

Os Frutos da Pausa

A pausa e o sentir desbloqueiam a nossa criatividade. Coisas que pensávamos em fazer quando éramos mais jovens podem ser resgatadas nesse momento de quietude — novos talentos, novas amizades, novas alegrias esperando por nós.

Vencer o medo de olhar para si é o que nos permite viver uma vida mais leve, com mais alegria, amor-próprio e autoestima elevada.

Sentir para Entender

É estar em conexão consigo mesma
É se abrir a quem se é
É sentir a leveza que o corpo traz
É voar pelos caminhos tortuosos sentindo paz

Significa mergulhar nos próprios sentidos
É beber do cálice de Deus
Transformar barro em ouro
É encontrar-se de novo, de novo e de novo

É um começo que não tem volta
Porque vislumbramos o todo,
Viajamos por fronteiras que ninguém conta
Porque tudo está dentro de cada um de nós

Nós somos deuses, você não sabe?
Disse Jesus: “Vós sois deuses!”
Podes tudo, porque és o todo
O todo nos habita, e Ele é!

A compreensão de nós mesmos
Nos leva a patamares cada vez mais elevados de nós mesmos
E vislumbramos o mundo novo, a Nova Era
De glória, leveza e pertencimento

Esse é o significado de Sentir para Entender.

— Janice Cata Preta

Comece Agora: O Seu Primeiro Passo para a Pausa

Para começarmos juntas esse movimento, deixo abaixo a meditação descrita e o áudio — ouça de preferência com fone de ouvido para diminuir o barulho externo. É um exercício bem curto, apenas para você experimentar pausar hoje mesmo e sentir que isso é inteiramente possível.

Sentir para Entender · Janice Cata Preta

Meditação da Pausa

6 minutos para voltar a si

Esta meditação foi criada para ser feita em qualquer momento do seu dia — antes de dormir, após acordar, numa pausa no trabalho ou quando o corpo pedir silêncio.

Não é necessário nenhum preparo especial. Apenas você, sua respiração e cinco minutos de presença.

“Parar, sentir e, só então,
colocar o cérebro para funcionar.”

Preparação

Encontre uma posição confortável — sentada, deitada ou em pé. Não importa. O que importa é que você possa relaxar os ombros e fechar os olhos.

Coloque uma mão sobre o peito. Sinta o calor da sua própria mão.

Respire três vezes fundo — sem pressa, sem esforço.

1 Chegando

Permita que o peso do seu corpo seja sustentado pelo lugar onde você está.

Se estiver sentada, sinta a cadeira ou o chão sob você. Se estiver deitada, sinta o colchão.

Não precisa mudar nada. Não precisa corrigir nada.

Apenas chegue. Você está aqui agora.

2 A respiração como porto

Leve a atenção para a sua respiração — sem controlá-la.

Observe o ar entrando pelo nariz. Fresco ou morno? Observe o ar saindo. O peito subindo suavemente. O peito descendo.

Se um pensamento vier — e virá — não o persiga.

Diga a ele, com gentileza: “Eu te vejo. Mas agora não é a sua hora.”

E volte para a respiração.

3 Escutando o corpo

Faça um passeio suave pelo seu corpo — de cima para baixo.

Testa. Há tensão ali? Sem julgamento. Apenas perceba.

Maxilar. Ombros. Mãos. Barriga.

Em algum lugar há aperto? Peso? Ou leveza?

Não precisa nomear, não precisa resolver. Apenas sinta.

4 A pergunta que o corpo responde

Com suavidade, pergunte internamente — não para a sua mente, mas para o seu corpo:

O que eu precisava pausar hoje?

Não espere uma palavra. Espere uma sensação.

Pode ser um alívio no peito. Uma imagem. Um calor. Um relaxamento nos ombros.

Isso é a sua resposta. O corpo sempre sabe.

5 Gratidão e retorno

Leve a mão de volta ao peito — ou mantenha ela ali se já estava.

Sinta o seu próprio batimento. Esse ritmo que nunca parou, mesmo quando você esqueceu de si mesma.

Diga internamente — ou em voz alta, se quiser:

“Eu escolho pausar.
Eu escolho sentir.
Eu escolho me encontrar.”

Quando estiver pronta, mova suavemente os dedos das mãos e dos pés. Abra os olhos devagar.

✦   ✦   ✦ Nota

Criei esta meditação a partir de uma experiência muito real: estava arrumando os armários de casa, com as pernas doendo, e percebi que precisava parar — não porque alguém disse, mas porque o meu corpo pediu.

Tenho aprendido e compreendido que pausar não é fraqueza, é coragem. É o primeiro auto compaixão consigo mesma.

Se esse exercício tocou algo em você, saiba que existe um caminho mais profundo: o programa Sentir para Entender foi criado exatamente para isso.

Se preferir ser guiada, ouça a meditação na minha voz:

✦ Escritos em Voz
Ouça onde preferir
Os textos narrados pela Janice ✦

Se quer aprofundar essa escuta do corpo de forma acompanhada, conheça o Atendimento de Reorganização Energética — um espaço de cuidado para o seu campo mental, emocional, espiritual e físico.

Se ficou com vontade de ir mais fundo, deixo também o link para você se inscrever na lista de espera do programa Sentir para Entender — porque quando você aprende a sentir, a clareza vem naturalmente.

Você sente que seu corpo tem tentado falar com você? Conte no direct do Instagram pelo @janice_catapreta — ficarei feliz em acompanhá-la na sua jornada rumo a si mesma.

Agradeço imensamente por ter me acompanhado até aqui. ❤️
NAMASTÊ!

Referências para aprofundamento

  • RAICHLE, M. E. et al. A default mode of brain function. Proc Natl Acad Sci U S A. 2001 Jan 16;98(2):676-82.  Disponível em: pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11209064/
  • HAWKINS, David R. Poder versus Força. São Paulo: Pandora Treinamentos, 2012.

© Janice Cata Preta | Conteúdo Original e Autoral. Este texto nasce de um mergulho profundo em estudos e experiências sobre a alma feminina e o fluir emocional. Fico feliz com o seu interesse em compartilhar, mas peço que entre em contato comigo antes de qualquer reprodução. Vamos conversar sobre como essa mensagem pode ser difundida com ética e respeito à fonte original em janicecatapreta.com.br.

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