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E se o problema não fosse a falta de controle sobre a sua vida — mas o excesso de esforço para controlar o que não existe?
Há um tempo em que a mente insiste em residir no ontem ou correr para o amanhã. E enquanto ela faz isso, o único momento em que a vida realmente acontece — o agora — passa despercebido.
Neste artigo, quero compartilhar as reflexões que têm habitado o meu coração nas últimas semanas: sobre o tempo, sobre a ilusão que construímos em torno dele, sobre a ansiedade que nasce dessa ilusão e, principalmente, sobre o antídoto que encontrei — o ato simples e profundo de deixar fluir.
Tudo o que trago aqui vem do que tenho estudado e integrado ao meu desenvolvimento pessoal. Escrevo para aquelas que sentem que algumas respostas são difíceis de aceitar pela mente e pelo ego — e que o coração, ainda assim, já sabe.
O poema do tempo e do fluxo
Antes de qualquer explicação, quero te oferecer o que surgiu primeiro — o poema que nasceu de uma meditação e que deu origem a tudo o que vem a seguir.
Onde quer que seja voe no tempo.
Deixe fluir.
O tempo surge no mar infinito da luz amorosa que o tempo levou
Satisfaz o tempo como ele vem
Vôo mais alto com a leveza do ir
Plaina no ar indo para não sei onde
Pode passar e atravessar os mares do sul
Voe no tempo deixe fluir
O processo existe, deixa fluir
Avisto de longe a luz do sol brilhante
Quer vê-la de perto, então deixa fluir
Inspiro o ar, voo mais longe
Plaino no ar, deixa fluir
Vôo sobre as montanhas,
Avisto uma bela cidade
Ali vivem seres que me despertam atenção
Quando avisto de longe, quero ir
Sobrevôo de longe, deixo fluir.
A lição de hoje é viver e fluir.
Amo a sensação de deixar fluir.
Quando escrevi esse poema, estava me sentindo muito leve e tranquila. Escrevi-o em um momento de meditação, deixando a minha mente voar. Tenho uma visualização muito recorrente de mim mesma como um pássaro, sobrevoando espaços. O poema não fala apenas sobre o tempo — ele fala, acima de tudo, sobre deixar fluir. E foi a partir dessa imagem que comecei a refletir sobre algo que ocupa minha mente há semanas.
O tempo, as realidades e a expansão de consciência
Há algum tempo, ouvi alguém dizer que o tempo não existe. Uma professora dobrou uma folha de caderno ao meio e pediu que eu imaginasse uma linha cortando o papel — ali estava o passado, o presente e o futuro entre as dobras. Compreendi com a mente, mas algo ficou suspenso. O meu coração, acredito que a minha alma, aceitou o que a parte mental recusava.
Essa reflexão me levou a pensar: se ficamos estacionadas no passado, estamos deveras lá. Isso significa que a nossa frequência atual condiz com a frequência daquele tempo que chamamos de memória.
Existem vários estudos sobre realidades paralelas na física, mas por agora vou me ater a este exemplo. Já ouviu falar do Efeito Mandela — quando alguns fatos da história, especialmente após meados de 1980, foram lembrados por uns e por outros não? Esse fenômeno me interessa porque toca exatamente na questão das frequências e das realidades que habitamos.
Apesar de muitos cientistas não entrarem em comum acordo, eu escolho o meu sentir e qual compreensão da realidade faz sentido para o meu Ser. Saber que só existe o presente — e que ele está disponível consciente ou inconscientemente — permite-me escolher a frequência que quero para mim no agora.
A ilusão do tempo linear
“Não significa que eu esteja certa, mas é uma oportunidade de levar as pessoas à reflexão.”
De uma semana para cá, venho pensando muito no que muitos mestres dizem: o tempo não existe, e tudo que vemos não passa de ilusão. Esse tempo linear de que tanto falamos está muito enraizado na Terceira Dimensão — no nosso planeta, na nossa percepção de tempo. Há cerca de cinco anos eu já ouvia falar que tempo e espaço não existem, mas os entendimentos chegam à medida do nosso preparo.
Nas últimas semanas, esses conhecimentos têm chegado com mais força. Comecei a ler O Código Pleiadiano: O grande resgate da alma, que me levou a outras leituras — incluindo os livros do Dr. David Hawkins, especialmente The Eye of the I, que comprei em inglês e estou traduzindo com o apoio da inteligência artificial. Esse conhecimento está fazendo todo o sentido dentro de mim.
Compreendendo o agora e a mudança de realidade
Quando entendemos que só existe o presente, vemos como o ser humano briga por tão pouca coisa — e como buscamos justificativas e causas para tudo, recorrendo à ideia de karma, de causa e efeito. Quando compreendemos que tudo funciona no momento presente e que todos nós estamos interligados, a perspectiva muda totalmente.
Isso clareia até a nossa visão sobre a Lei da Atração. Se pratico o bem e sei como sintonizar a minha frequência, tudo se estabelece. Um exemplo real disso é o trabalho do Dr. Ihaleakala Hew Len, que espalhou o Ho’oponopono do Havaí para o mundo. Ele aplicou o método em um hospital psiquiátrico com criminosos — e aquelas pessoas começaram a melhorar e a receber alta.
Muito provavelmente e de acordo com a minha percepção, esses pacientes pularam para outra realidade paralela. Saíram de uma frequência muito baixa e foram para outra onde a consciência se elevou. Eles encontraram algo novo para se ancorar — e isso os ajudou a sair do estado de doença e criminalidade.
O salto quântico
“Eu precisei sentir para entender.”
Eu nunca vi essa explicação exata escrita em lugar algum. O que encontrei foram os ensinamentos de Bashar — uma consciência canalizada por Darryl Anka, que inclusive trabalhou nos efeitos visuais de Star Trek. Aquele ensinamento fez todo o sentido no meu coração. Às vezes, pode dar um nó no cérebro — mas para mim foi uma verdadeira expansão de consciência, um salto quântico. Fica muito mais fácil entender a questão da reencarnação e perceber que tudo isso, no fundo, é uma grande ilusão.
Este é o primeiro texto em que abro esse espaço para reflexões que vão além da nossa realidade física. Outros virão, nascidos diretamente do meu sentir. Daqui para frente, pretendo unir o que já sei com novos estudos — como os de Carl Jung e outras referências que expliquem essas subjetividades — em um processo enriquecedor para todas nós.
Se quiser conhecer mais sobre a minha jornada e o caminho que percorri até aqui, você pode me encontrar na página Sobre do blog.
Deixar fluir: o remédio para a ansiedade
Tenho pensado muito nas pessoas que sofrem com ansiedade crônica e transtornos de ansiedade. No início do ano passado, presenciei de perto alguém tendo uma crise. Aquilo me comoveu profundamente — ainda me lembro do rosto dessa pessoa e de como ela ficou. Na hora, tentei ajudar com ferramentas de Programação Neurolinguística e um pouco de hipnose, mas a verdade é que, quando a pessoa está no auge daquele estado, essas técnicas não alcançam.
Gostaria muito que os meus escritos chegassem a essas pessoas. A mensagem principal que quero transmitir é: às vezes passamos a vida inteira focadas no futuro, mas o futuro não existe — o futuro é aqui e agora. Isso era algo que eu mesma não compreendia antes. Hoje, aos 51 anos, percebo que podemos passar a vida inteira pensando e agindo da mesma forma — e eu ainda estou trabalhando isso em mim.
Rompendo os loops do passado e do futuro
Na depressão ou na ansiedade, a mente está presa — no passado ou no futuro. Como ensina Bashar, estamos a cada momento pulando de realidade em realidade. Se ficamos presas ao passado, nos conectamos àquela frequência antiga, sofremos, nos entristecemos e remoemos as coisas em loop.
Na ansiedade, saltamos para a realidade do futuro: “o que vai acontecer amanhã?”, “será que vou ficar doente?”. Em ambos os casos, deixamos de viver a única realidade que existe: o agora.
“O que fazemos no agora é a única coisa que importa.”
Antes eu ficava inquieta com essa ideia de que passado e futuro não existem. Hoje entendo — e essa compreensão mudou a forma como me relaciono comigo mesma.
Até mesmo para criar este artigo, aprendi a deixar fluir. Antes, minha mente tentava colocar tudo em uma caixinha: “preciso fazer um artigo sobre o tempo, tenho que entregar referências, colocar isso e aquilo”. No meio disso, a gente esquece que o conhecimento já está dentro de nós. Os livros são importantes — e confesso que tenho uma compulsão por eles, compro muitos e li menos da metade —, mas eles servem como apoio.
O texto não pode ser pautado apenas no que os outros escrevem. Este nasceu de uma forma que talvez seja uma canalização, um apoio do meu Eu Superior. Escrevo um poema sem entendê-lo na hora; apenas escrevo para não perder o fluxo, e só depois vou compreender o que ele queria me dizer.
Exercício prático: como se desprender do passado e do futuro
Para se ancorar no presente, existem práticas como a meditação e o mindfulness. Quando comecei, eu não conseguia. Hoje consigo — embora a perfeição não exista e eu ainda me pegue pensando no que preciso fazer lá na frente. O segredo é desapegar da cobrança pela perfeição e focar no que é possível agora.
Tenho praticado a atenção plena em pequenas coisas. Antes, eu almoçava assistindo a vídeos seja de aulas ou de entretenimento. Hoje, desligo as telas e me concentro na refeição. Na esteira, onde eu costumava ler para o tempo passar mais rápido, agora coloco músicas alegres, canto baixinho e foco na respiração.
O exercício que proponho a você é simples — e é o que faço comigo mesma para encontrar esse estado de presença:
Passo 1 — Acalme a mente através da respiração. A respiração consciente ajuda a regular o sistema nervoso, tanto para quem está presa no passado quanto para quem está acelerada no futuro. Respire fundo, devagar, com intenção.
Passo 2 — Mentalize a afirmação. Sempre que sentir sua mente divagando para o ontem ou para o amanhã, repita internamente: “Deixo fluir.”
Passo 3 — Ancore-se no agora. Use essa afirmação como um comando gentil para a sua mente retornar ao único momento que realmente existe.
A autocompaixão: o caminho para o amor incondicional
Para que esse exercício funcione, existe um elemento essencial: a compaixão. Ela é absolutamente necessária quando olhamos para nós mesmas e para os nossos próprios desafios. Precisamos ter paciência com o nosso processo.
Uma dica preciosa que aprendi — e que tem ajudado muito a mim e ao meu esposo — é aprender a conversar com o próprio corpo. Quando os pensamentos pesados vierem, respire fundo. Trate-se como se estivesse acolhendo uma grande amiga. Dê um abraço em si mesma, leve a mão ao coração, sinta o toque e diga, com muito amor e carinho:
“Está tudo bem. O que você passou, já passou. É passado agora.”
Isso não é hedonismo nem egoísmo — é amor-próprio. Muitas vezes dizemos que amamos o outro, mas se não aprendermos a nos amar primeiro, esse amor provavelmente será condicional.
“Quando desenvolvemos essa autocompaixão, nosso amor se torna autêntico, poderoso e, com certeza, incondicional.”
Se você sente que essa jornada de reorganização interna pede um espaço mais íntimo e estruturado, conheça o meu trabalho de Atendimento de Reorganização Energética — um processo criado para ajudar você a compreender o que já está dentro de si.
Agora me fale sobre qual a sua percepção sobre esse tema, poderíamos conversar sobre essa temática no Instagram.
Agradeço imensamente por ter me acompanhado até aqui. ❤️
NAMASTÊ!
Referências para aprofundamento
- HEW LEN, Ihaleakala; VITALE, Joe. O limite zero: o sistema havaiano secreto para prosperidade, saude, paz e mais ainda: tradução de Cláudia Gerpe Duarte – Rio de Janeiro. Rocco, 2016.
- HAWKINS, David R. and HAWKINS, Susan. The eye of the I: from which nothing is hidden. Hay House, EUA, 2001.
- NEFF, Kristin. Autocompaixão: pare de se torturar e deixe a insegurança para trás. Tradução de Beatriz Marcante Flores. Terezópolis, RJ: Lúcida Letra, 2017.
- ANKA, Darryl (Canal.). Bashar: ensinamentos canalizados. Disponível em BASHAR revela: Como Ouvir Sua Mente Superior e Manifestar com FACILIDADE!
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. O efeito Mandela. Belo Horizonte: UFMG, [s.d.]. Disponível em: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/blog-espaco/o-efeito-mandela/.
© Janice Cata Preta | Conteúdo Original e Autoral. Este texto nasce de um mergulho profundo em estudos e experiências sobre a alma feminina e o fluir emocional. Fico feliz com o seu interesse em compartilhar, mas peço que entre em contato comigo antes de qualquer reprodução. Vamos conversar sobre como essa mensagem pode ser difundida com ética e respeito à fonte original em janicecatapreta.com.br.
